O nosso bloco em defesa de um carnaval seguro para as mulheres está de volta às ruas! Se sofrer assédio no Carnaval, deixe aqui o seu relato. Nem mais um dia de festa sem respeito com as minas!
Não tem um relato para contar, mas achou a campanha importante? Compartilha nas suas redes!

Faça seu Relato

0 mulheres estão contando o que #aconteceunocarnaval!
Quase toda mulher tem uma história triste de assédio para contar, mas muitas vezes ela é banalizada. Acontece que não é assim que a banda toca: assédio é crime. E estamos aqui para colher esses relatos e dar a importância que eles precisam.
Moça, só pra começar, queremos agradecer tua coragem. Sabemos o quanto é difícil dividir uma história de violência, mas a gente tá aqui pra te acolher com segurança e confiança. Pode ficar tranquila que garantimos o anonimato do teu relato. Contar a tua história tem o potencial de mudar o rumo do carnaval do próximo ano, pois ao romper o silêncio sobre os abusos que ocorrem, vamos gerar dados e cobrar que ações para prevenir essa violência.
Você tem direitos. Violência não combina com carnaval e saiba que ninguém tem direito a te tocar sem tua permissão e fazer com que você se sinta mal por isso. Não se cale! Seguem algumas orientações para ajudar a orientar o teu relato.
Precisamos que coloques algum ponto de referência de onde aconteceu a violência na descrição. Isso é fundamental para que possamos gerar um mapa de calor dos principais pontos de assédio nas cidades.
O relato não é uma denúncia de caráter legal, mas se você quiser levar essa história adiante, assim como se informar melhor sobre como fazer isso, cadastra teu email e entraremos em contato contigo.
Se o seu caso não tiver ocorrido em 2018, precisamos que você deixe isso claro no texto!
Essa é a hora de romper o silêncio. Não queremos mais nos lamentar pelo que aconteceu nesse e em outros carnavais, mas sim contar essas histórias, as nossas histórias. Estamos juntas umas pelas outras!
PS: a pesquisa tem anonimato garantido. Seu relato será publicado, mas nunca com o seu nome, ok? Pode contar com a gente!
Quer compartilhar essa campanha?
Em 2017, os casos de violência sexual registrados no país aumentaram 88% durante o carnaval. Não se cale, mulher: conta pra gente o que aconteceu no Carnaval!
Não existem dados específicos sobre esse tipo de violência nos dias de festa e prévias, o que é fundamental para prevenção e enfrentamento do problema.
Com esses dados poderemos exigir do Estado, com mais fundamento, uma política de proteção para as mulheres durante a folia.
Você estará dando visibilidade às ocorrências de abuso e assédio no carnaval, é uma forma de gritar que elas existem e que as mulheres não irão se calar!
Quebrar o silêncio fortalece as mulheres (sejam ou não vítimas)! Só quem deve ter vergonha do que aconteceu é o agressor.
Mudar a mentalidade de que o abuso e o assédio são permitidos no carnaval. Não é não! Respeito é bom e todo mundo gosta.
E não esqueça: é seu direito registrar a ocorrência na delegacia mais próxima ou ligar para o 180 que tem atendimento 24h e especializado em todo o Brasil.
Conheça aqui como foi a primeira edição da campanha em 2017
Essa campanha é uma iniciativa do Mete a Colher, Women Friendly e redes Meu Recife, Minha Sampa, com o apoio de outras redes como Meu Rio, Minha Porto Alegre, Minha Igarassu, Minha Jampa e Minha Ouro Preto. Estamos juntas desde 2017 na missão de expor a naturalização do assédio no carnaval. E desde então, muita gente chegou junto para ajudar a ampliar as nossas vozes. Só esse ano, contamos com a a parceria nacional da campanha #CarnavalSemAssédio e local, no Recife, da In Loco Media e do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação.
A gente sabe que o Carnaval é uma festa onde muita gente confunde o clima de folia com assédio, abuso e violência. As estatísticas de denúncia de violência contra a mulher no carnaval foram assustadoras. Somente no Rio de Janeiro foram mais de 2 mil ligações para o Liga Mulher! A gente vai trabalhar para deixar claro de uma vez por todas: o corpo da mulher só é de quem ela quiser. Mas essa não é uma iniciativa de responsabilidade somente da sociedade civil, estamos de olho no que o poder público faz e, principalmente, deixa de fazer na prevenção e no enfrentamento do problema que se repete a todo ano e a gente não vai mais tolerar nenhum dia! Por um carnaval de respeito e sem assédio!
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